23:30 horas do dia 25 De Novembro de 2010, aeroporto de Lisboa, embarco no avião com destino a São Tomé e Príncipe.
Viagem há muito ansiada desde que li o livro o “Equador” do Miguel Sousa Tavares. Se ainda não leram aconselho a ler.
Sento-me no lugar que me está destinado e tento relaxar, mas alguma ansiedade de ir ver aquela Terra não me deixa descansar muito, se é que é possível descansar dentro de um avião e numa viagem que demora umas seis horas. Sabem o que é estar seis horas dentro de um avião? E num avião pequeno que só tem bancos para estarmos sentados. Nem um bar, nem sala de bilhar tem… Não levem isto a sério porque um avião é mesmo assim. Mas vamos ao que interessa. A minha ansiedade prendia-se que ao ler o “Equador” li factos históricos. Alguns factos que eu poderia constatar no local.
Já confessei e sabem de outros escritos meus, que África me fascina. Acho África fascinante e misteriosa. Seduz e não se deixa seduzir. Ali contemplamos e ficamos presos sem prender… (É uma opinião pessoal dos sentires que tive nas várias África(s) que visitei …)
Agora ia sentir São Tomé e Príncipe.
O avião rola na pista, acelera, ouve-se o ruído dos motores, aquela ‘coisa’ treme um bocadinho, levanta o nariz e lá estamos nós nos céus de Lisboa. Inclina-se para a direita, volta a ficar nivelado e sobe, sobe, até á altura da velocidade de cruzeiro… E dali até São Tomé é quase uma linha recta. (relato isto porque depois de mais de muitas viagens, o levantar voo de um avião comigo dentro continua a dar-me um gozo e um prazer enorme… Já disse, pronto.)
- Senhores passageiros, obrigado por viajarem connosco, a nossa viagem até São Tomé durará cerca de seis horas. Mantenham os cintos apertados enquanto o sinal estiver aceso. Esperamos que tenham uma viagem agradável.
Ouviu-se a voz da chefe de cabine e desejar-nos boa viagem. Sempre a simpatia da TAP.
Chegaríamos ao destino pelas 5:30 horas locais, na altura a mesma hora que em Portugal.
Depois de passadas essas horas com uma viagem tranquila ouve-se a voz da chefe de cabine dizer.
- Senhores passageiros, vamos começar a descer para São Tomé.
Passados alguns minutos ouve-se a voz do comandante de voo.
- Senhores passageiros, está mau tempo em São Tomé mas mesmo assim vamos tentar aterrar, se não conseguirmos vamos para Libreville até que a tempestade passe em São Tomé.
- Onde é Libreville? Pergunto eu á hospedeira.
- É no Gabon. Está tempestade em São Tomé e se não conseguirmos aterrar vamos para lá.
Não houve tempo para mais nada…
O avião começou a tremer… Eu olho pela janela e com o dia a clarear, que naqueles sítios o dia começa pelas cinco horas da manhã, olho pela janela e de tanto nevoeiro e nuvens tão cerradas nem conseguia ver a ponta da asa do avião… Mas não tive mais vontade de olhar pela janela.
O avião balançava tanto que parecia que se ia quebrar... O pessoal tripulante mal se conseguia manter em pé, agarrava-se como podia aos bancos. Os gritos dos passageiros eram ouvidos em toda a nave que lutava por se manter direita nessa tempestade… Pânico total dentro do avião…
Repentinamente cai… Mais uns balanços horríveis… E todos pensávamos o pior… “este avião não se aguenta e vai partir-se….”
Novamente ouvem-se gritos de pânico… Eu nem sei se gritei também… Era assustador…
Eu olhava para o pessoal assistente de bordo e via como estavam assustados também. (quando um avião treme um pouco eu costumo olhar para os assistentes de bordo e se eles estão calmos eu descanso também). Mas naquele caso era bem diferente. Todos estavam em pânico…
Repentinamente outra vez… O avião cai que até saltamos do banco, não fosse o cinto e eu sei que teria caído… (já andaram na montanha russa? Pois é idêntico aquela descida brusca…) Só esperava ver quando as bagageiras caiam em cima de nós… Os gritos de pânico sucediam-se…
O Avião inclina-se para a direita, os motores rugem, a nave sai da zona de turbulência e os balanços vão-se reduzindo aos poucos… Tudo isto demorou breves minutos que pareciam eternidade.
Quando o avião estabiliza ouve-se a voz do comandante de voo.
- Senhores passageiros é impossível seguir para São Tomé devido ao mau tempo, está tempestade em São Tomé e então teremos que ir para Libreville até a tempestade passar.
Todos os passageiros ficaram em silêncio sepulcral, mas dali até ao Gabon a viagem foi tranquila. Mais umas voltas sobre os céus de África e começamos a descer para Libreville.
Sobrevoamos a floresta do Gabon e mais alguns minutos avista-se o aeroporto de Libreville…
E aterramos tranquilamente… Ninguém saiu do avião, não havia autorização para tal… (também fiquei com a sensação que se houvesse autorização para sair deste avião ele chegaria a São Tomé com metade dos passageiros, ou menos ainda. A maior parte dos passageiros eram africanos e a coragem parece que não muita… Constatei.)
Depois de umas três horas ali estacionados na placa do aeroporto de Libreville no Gabon e terem reabastecido o avião da SATA, fretado pela TAP, houve utorização para rumarmos novamente a São Tomé.
O avião faz-se à pista e levantamos voo rumo ao nosso destino inicial, São Tomé e Príncipe.
Uma hora de viagem tranquila desde o Gabon até ao aeroporto internacional de São Tomé.
Avista-se a Ilha de São Tomé e o avião passa… Vai dar uma volta no céu e volta. Desce, desce… Desce e obrevoa a água do oceano Atlântico, vem rasando a água e avista-se a orla de costa que a mim parece que o avião vai perder as rodas de tão baixo que vai e as rochas estão ali a aproximar-se. Mas nada disso, a pista começa ali em cima do mar. Início da pista e as rodas tocam o asfalto com os “tremeliques” naturais de uma aterragem. Sentem-se os travões a accionar e a velocidade ser reduzida rapidamente, somos impelidos para a frente mas o cinto segura-nos ao banco.
O avião rola pela pista entre o capim alto que temos a sensação de ali só existir aquele bocado de asfalto no meio do nada… Rolamos até ao final da pista e o avião dá a volta pelos próprios meios que ali reboques de aviões não há.
O avião regressa até à placa e estaciona.
Olho pela janela e nota-se os sinais da tempestade que ali tinha passado. Quando saí do avião percebia-se que tinha chovido muito, o ar estava impregnado de humidade. O calor era intenso e a humidade colava-se ao corpo. Estou habituado ao calor de África, mas a humidade ali é quase sufocante.
Cá estou eu em São Tomé. Agora vamos ver como é esta Terra. (depois de fazer o trabalho, claro)
Uma hora para passar a alfandega, controlo de passaporte e bagagem e saio para a área de espera que é junto ao parque de estacionamento.
Chegam a mim os vendedores de artesanato local.
- Amigo, agora não vou comprar nada, quando for embora compro-te.
- Olhe que não se esqueça, eu sou o Zé e vou esperar por si.
- Sim.- Amigo, precisa de um táxi? Diz-me outro homem.
Eu como não tinha amigos por ali e não ia precisar de táxi, respondi.
- Obrigado mas não preciso que um colega da empresa vem buscar-me.
Mais uns minutos e chegou o Colega que me levou para essa estadia de uma semana em São Tomé…
Isto foi a 1ª Viagem…
Voltarei outro dia para relatar as minhas emoções e sentires nessa Ilha de São Tomé….
Obs: Eu atrás disse várias África(s) porque tive o privilégio de visitar Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe. E em todos estes locais senti uma África diferente. Várias vivências e sentires dos Povos. Em cada sito sentimos coisas diversas. Cada local é diferente mas com a sua beleza peculiar.
Como anda a nossa comunicação social?
Muito se falou, escreveu e se deram opiniões…
Sobre esse assunto até se falou demais… (acho eu!...) E, sobre outros muito mais importantes pouco se disse.
Em 2010, em Portugal desapareceram várias pessoas. Morreram vultos que são insubstituíveis. Homens e Mulheres da Arte, da Cultura, das Finanças. E até gente anónima que fez mais pelo país… Que outro de quem se falou tanto e tanto e…tanto… Não vou enumerar todos. Vou falar só de um Homem da Cultura Portuguesa que desapareceu. António Feio…
Que se falou dele?.. Praticamente nada. Por aqueles dias da sua morte lamentou-se a perda desse Actor… E depois… Tudo se calou, parece que fazia falta fazer esquecer esse Homem. Excelente actor de quem eu gostava imenso. Deixou Obra na Cultura. Não me recordo de ouvir falar mais de António Feio!...
Parece impossível!...
Agora que acho que a ‘poeira’ assentou, quero também dar a minha opinião sobre o que se falou em demasia. (na minha opinião) Isto vem ao caso de ter ouvido dizer, (não sei até que ponto é verdade, mas a ser, custa-me acreditar), que alguém quer dar um determinado nome a uma rua.
Reparem…
Eu (ou qualquer pessoa) posso ter um gato muito meigo, que não faz mal a uma mosca, que quando chego a casa me vem fazer festas e espera que eu lhe faça festas. Que ronrona no meu colo. Eu dou tudo de bom a esse gato meigo. Ele fica contente e espera que eu dê… É natural, É instinto animal querer o que é bom. Esse gato só me dá alegrias porque é meigo… Nunca me arranhou e eu nem por sombras imagino que o poderá fazer.
Um dia fecho-o num quarto. Deixo-o sozinho. Quando chego não lhe faço festinhas e exijo que ele me ronrone… Quero festinhas do gato… Mas se eu o fechei e o prendi ele está ansioso por liberdade. Está stressado por estar fechado e preso… Não lhe apetece festas, nem fazer ronrom…
Eu agarro-o o aperto-o…
Para castigo no dia seguinte deixo-o fechado num quarto mais apertado ainda… Quando chego, ele está zangado comigo porque o deixei sozinho num quarto fechado e só exijo dele… Apesar da comida boa que lhe dou ele não está satisfeito porque lhe retirei a liberdade.
Quero ronrons do gato mas ele não está com disposição… Tá stressado… (e sabemos que em situações de stress não nos apetece ronronar).
Mas eu quero ronrons do gato porque lhe dou um tecto, comida e um bom sítio para dormir…
Acho que tenho direito a isso…
Mas o gato fica no canto dele… (os gatos tem duas personalidades, as pessoas também. Apesar de encobrirmos a segunda personalidade ela lá está à espera de se soltar)…
Quero festas e o gato não dá…
Então… Agarro-o… Exijo… Ele continua na dele… Eu aperto e digo-lhe. Que se não me dá o que quero prendo-o pra sempre, ou atiro-o pela janela para a rua e passa a ser um gato vadio sem eira nem beira. E se alguém o quiser acolher, vou dizer a esse alguém que ele é um gato que não vale nada e que não faz festinhas, nem ronronar faz. Só quer o que é bom e do melhor… Então a reputação do gato fica arrasto e mais ninguém vai acolher o gato. Ele não se pode defender porque não fala a ‘linguagem do homens’… E, eu faço isso só por pirraça. Porque eu um dia peguei num gato lindo, prendi o gato e ele com o stress de estar preso não tinha vontade de me ronronar…
Mas antes de o atirar pele janela eu volto a apertar o gato. Até o vou encurralar de encontro à parede…
O gato vendo-se encurralado fica furioso… Solta a outra personalidade… Não tendo mais opção atira-se a mim… Até me morde… Arranha-me… Volta a morder… Até é capaz de me mutilar… Um gato assanhado é muito perigoso… É capaz de matar… (já alguém viu um gato assanhado?... Pois se não, não queiram estar na frente dum gato numa hora dessas) Se o gato me matar, não deixa de ser um assassino. Não deixa de ser a morte de um ser humano. Mas bem vistas as coisas fui eu que provoquei…
Instiguei o gato até ele me atacar… Não precisa ser com violência física, pode ser com violência psicológica, que acho é bem mais perigosa e atroz.
De tudo o que se passou, acho que podia ter sido algo parecido.
É bem capaz de o “gatinho” ter sido encurralado ao ponto de atacar.
E bem sabemos por nós próprios, que quando perdemos as estribeiras nada nos detém e somos capazes de tudo.
Eu tenho pensado muito nisso e nisto… E “naquilo”…
Não deixou de ser uma morte!...
Um ser humano pode ter matado outro. É crime!...
Mas um “gato” encurralado é muito perigoso e nem sabe o que faz. E um gato não se encurrala a ele próprio, é alguém que o faz.
É verdade! O homem morreu…
Alguém o matou…
Mas acho, (é a minha simples opinião) que esse homem não é um herói. Não é um mártir… Era um cronista social… Que dava as suas opiniões como eu estou a fazer agora. Pergunto!... PORQUE É QUE MERECE TANTO DESTAQUE DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL???...
Que fez em prol da nossa sociedade? Que fez pelo bem comum? Que fez por Portugal?...
Escrevia artigos nas revistas, (alguns bem ácidos).
Quantos anónimos fizeram muito mais e ninguém fala deles.
Eu até acho que faço bastante pelo País. Não sou falado nem espero… Ajudo a fazer estradas que servem o país. Estradas que servem para esses ditos ‘importantes’ passarem…
E tantas vezes, ao passarem eles, me impedem de eu passar na estrada que ajudei a construir.
Se eu e outros como eu não construíssemos a estrada eles não tinham por onde passar.
Quem é mais importante?
Querem dar o nome dele a uma rua?... Essa rua, eu não vou construir.
Talvez eu esteja errado, mas, ainda não ouvi dizer que querem por o nome de António Feio a uma rua…
Então senhores dos meios de comunicação social?... Não fazem nada por isso?...
António Feio merece que não o deixemos esquecer. Vocês tem obrigação disso!!!
Porque tanto falatório de uma pessoa que um dia encurralou um “gato” e depois foi atacado por ele… É certo que o “gato” matou… Mas pra mim, é certo que a ‘pessoa’ quis subjugar o ‘gatinho’ e ele se sentiu encurralado ao ponto de a única defesa que tinha era atacar.
Espero com isto não voltar a levantar a ‘poeira’… Poeira que foi atirada ao metro de Nova York… Cada um faz o que quer… Mas, devemos ter o sentido do ridículo…
E eu acho que aquele episódio filmado em directo foi ridículo…
As nossas televisões, rádios, revistas e jornais, não tem mais assuntos para noticiar?...
Estamos mal!...
Eu tenho orgulho de ser Português!... Mas não me sinto reflectido naqueles actos!... Fazem essas “figuras” como que seja um acto heróico e depois ainda querem que nos levem a sério.
Era uma vontade do homem… Muito bem… Mas não havia necessidade… De tanto espalhafato…
E o que me deu mais confusão… (ou não) foi aquele acto ser patrocinado pelos meios de comunicação social… Senhores dos média… Há gente e coisas bem mais importantes para ser notícias!...
É uma opinião…
Tenho dito…
Naquele dia eu estava em frente do júri constituído por nove pessoas.
Pessoas qualificadas para se certificarem se eu podia ser validado com o 12º ano pelos meus conhecimentos e merecia um diploma.
Apresentei o meu trabalho (constava de um dossier com 110 página dactilografadas por mim e mais uns 50 anexos confirmativos das minhas evidências) e concordaram por unanimidade que eu merecia. Conversamos mais um pouco e na conversa surgiu o tema de que, muita gente acha este processo uma farsa.
Os Elementos do júri pediram às pessoas que estavam a ser certificadas para que divulguem este processo porque é um processo muito válido. O que eu concordo plenamente!
Quem não concorda que tente fazer, e vai ver que isto não é tão fácil como se pensa.
Senão vejamos: Constatei que só é validado quem demonstrar conhecimentos nas áreas específicas e que são exigidas.
No dia seguinte, 16-12-2010, levanto-me de manhã todo animado porque já podia dizer que tenho o 12 ano, vou tomar um café, um dos meus vícios, é que eu sem café não funciono muito bem, e, nem de propósito, estavam duas pessoas a falar deste mesmo processo. Uma dessas pessoas defendia que era muito válido, a outra pessoa dizia cobras e lagartos e estava totalmente contra e que era uma farsa mesmo, que com este processo estavam a querer enganar as pessoas e a sociedade com diplomas que não eram válidos.
Não me contive e entrei na conversa. A pessoa que não concordava disse-me que isso tudo era um “engana meninos”… <Que as pessoas saiam de lá com a ideia que sabiam muito e eram enganadas, porque como podia alguém aprender em alguns meses aquilo que os alunos nas escolas demoram anos.>
Disse-lhe eu: - Aí é que tu te enganas!... Quem faz este processo não vai lá aprender. Vai demonstrar que sabe! E se não sabe não é certificado. Vai lá fazer e verás que não é como pensas nem tão fácil assim.
Ele contradiz: Isso é tudo um engano, como é que aprendeis em pouco tempo o que os estudantes aprendem em anos.
Eu: - Olha, eu não aprendi na escola, mas aprendi na vida! Já tenho 47 anos, em novo e escola só pude fazer o 6º ano, mas, se durante a vida não aprendi nada, sou mesmo “tapado” ou ando distraído… Fui lá e demonstrei que sei, e tu, se queres confirmar vai lá também, se não vais é porque queres ficar na ignorância e criticar, ou tens andado “distraído” na vida.
Ele: - Não me convences…
Eu: - Posso não te convencer e olha que nem pretendo, mas se não conheces o processo não falas daquilo que não sabes, porque ignorante não é o que não sabe, é o que não quer saber… (as palavras podem não ter sido estas, mas o contexto é o mesmo)
Depois o meu café terminou, o dia de trabalho tinha que seguir o seu curso e eu lá fui à minha vida e ele ficou na dele.
Mas quero dizer aqui mais umas coisas:
Não conheço todas as disciplinas do 12º ano, mas algumas são estas:
- Português __ Duvido que algum estudante do 12º ano saiba mais Português que eu… (e até na antiga ortografia, porque o novo acordo ortográfico para mim é uma treta e que mata um pouco a Língua Portuguesa que faz parte do nosso património cultural…)
- Matemática__ Não saberei tantas fórmulas de matemática com quem está actualmente no 12º ano, mas não me envergonho daquilo que sei…
- Língua Estrangeira__ Pouco sei de línguas, mas não me tenho dado mal com o que tenho aprendido e me tem feito falta…
- Educação Moral e Religiosa Católica__ Duvido que algum estudante de 12º ano tenha melhor noção do que eu o que é a “moral” e “religião católica”…
- Educação Física__ Actualmente não pratico muito desporto, mas pratico outras actividades que exigem muito do meu físico…
- Biologia__ Confesso que pouco ou nada sei neste campo…
- Física__ Podem crer que sei algumas coisas sobre física…
- Química__ Nesta área também tenho alguns conhecimentos…
- Geologia__ Se trabalho com rochas, é natural perceber um bocadito…
- Geografia__ Na minha actividade profissional tenho que lidar com a geografia…
- Psicologia__ A minha actividade profissional exige que também seja psicólogo…
- Aplicações Informáticas__ Sei mexer num computador razoavelmente, até posso ensinar umas coisas a alguns estudantes do 12º ano…
- Sociologia__ Na minha vivência tenho que me socializar com várias pessoas e povos. A acho-me bastante sociável…
- Clássicos da Literatura__ Duvido que algum estudante tenha lido mais livros que eu. Clássicos?... Para mim foram. Não vou enumerar aqui todos os que li.
- Antropologia__ Na minha actividade profissional tenho que lidar com gentes de várias classes sociais, de várias regiões do País e do mundo. Portanto acho que entendo um pouco de antropologia…
Assim, posso nem saber tudo de todas as disciplinas referentes ao 12º ano, mas sei o necessário para ser validado com essa equivalência e por conseguinte merecer o diploma.
Nem todos os estudantes do 12º ano estudam todas as disciplinas que o compõem. Depende da área que querem seguir os estudos e não é por isso que deixam de ser validados com diploma.
Senão reparem: “Um Doutor”; tanto pode ser um médico, como formado em economia… O médico pouco ou nada entende de economia e o economista nada entende de medicina… São ambos doutores…
“Um Engenheiro”; Tanto pode ser um engenheiro de mecânica, como engenheiro de construção civil… O engenheiro de mecânica nada sabe de construções e o engenheiro civil nada percebe de mecânica… São ambos engenheiros…
Porque é que, eu que estudei na “Escola da Vida”, aprendi e demonstrei conhecimentos não posso ser reconhecido com a equivalência do 12º ano?...
Acham uma treta este Processo???...
Pois, quem acha isto uma treta, que se vá inteirar como este processo se faz, e, se tem coragem que o faça para ter a certeza se é válido ou não…
Quem está contra não fale sem saber o que diz!…
Se aprendeste na escola da vida, vai tentar também a tua equivalência do 12º ano.
Se não tens coragem é porque talvez tenhas andado distraído e não viveste, passaste pela vida…
Para terminar quero referir.
Fui acompanhado e validado pelos meus conhecimentos, por Profissionais competentes nas áreas exigidas. Exigiram de mim e tentei demonstrar que tinha conhecimentos.
Obrigado por me terem aturado este bocadinho…
E obrigado a todas as profissionais que me aturaram durante o processo.
Pensamentos do dia:
- O sexo é como uma estação de serviço:
às vezes recebe-se um serviço completo;
outras vezes tem que se pedir para se ser atendido
e há vezes em que temos que nos contentar com o self-service!
- Um homem é como um soalho flutuante:
Se for bem montado pode ser pisado durante mais de 30 anos.
- As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante
a noite apertam a roupa das pessoas.
- Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
excesso de nabos; falta de tomates e muito grelo abandonado.
- O trabalho fascina-me tanto que às vezes, fico parada a olhar para ele.
- O Casamento é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está
sempre certa e a outra é o marido.
- A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o
homem, está sempre ao lado da mulher que vier e der.
- Se fores chata as tuas amigas, perdoam;
Se fores agressiva as tuas amigas, perdoam;
Se fores egoísta as tuas amigas, perdoam;
Agora experimenta ser magra e linda!
Tás fod*da!
- O amor é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama!
- O excesso de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me lembro...
- Os 'cornos' não existem! Isso são merdas que te colocaram na cabeça. Okey?
- Portugal é um país geométrico: é rectangular e tem problemas
bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas-quadradas!
- A diferença entre Portugal e a República Checa é que esta tem o
governo em Praga e Portugal tem a praga no governo.
- Não procures o príncipe encantado. Procura, antes, o lobo mau: ouve-te
melhor; vê-te melhor e ainda te come.
- Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho.
Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me!!!
- A mulher do amigo é como a bota da tropa; também marcha!
- O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a trabalhar logo que
acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.
- O teu computador é como uma carroça: tem sempre um burro à frente!!!
- As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis.
- Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o
lugar onde possam causar menos danos: a chefia.
- Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.
- A infidelidade e a devolução de um cheque resultam ambos da mesma situação:
FALTA DE COBERTURA.
- Chocolate não engorda, quem engorda és tu!!!...
(isto, enviaram-me por e-mail... achei curioso e agora partilho com vocês... SIm!... Foi uma Mulher que me enviou..)
(CARLA MOURA: Famosa psicóloga brasileira especialista em sexologia.)
Tenho um conselho valioso para dar aqui: Se acabaste de conhecer um rapaz, tenta disfarçadamente descobrir como é a sua barriga.
Se for musculosa, torneada, estilo “tablete”, FUJA!… FOJE!… Começa a correr e só pares quando estiveres a uma distância bem segura. É fria!... Vai por mim.
Homem bom de verdade precisa obrigatoriamente ostentar uma barriguinha de (chopp) cerveja. Se não, não presta!
Nunca verás um homem barrigudinho tirar a camisa dentro de uma boite e dançar como um idiota em cima do balcão. Se fizer isso, é para fazer graça para a malta e provavelmente será um homem engraçado.
E nunca serás informada sobre quantas calorias tem no copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam.
Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, também não precisas estar.
Se ele souber cozinhar, então, bingo!... Encontras-te a sorte grande, amiga. Ele vai fazer-te todas as delícias que sabe, e, nunca torcerá o nariz quando repetires o prato. Pelo contrário, ficará grato e feliz.
Outra coisa fundamental:
Homens barrigudinhos são confortáveis!
Experimenta pegar numa tábua de passar roupa e deitar-te em cima dela.
Pois, é essa a sensação de te deitares no peito de um besta musculoso. TERRÍVEL!!!
Gostoso mesmo é encaixar-te no ombro de um fofinho, isso é que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então???... Ficar ali na curva do corpo dele… Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica-se sensacional.
Dia internacional da BARRIGA – Vai chegar!!!…
Chega de “VIADAGEM”….
(da Revista: SÓ RIR)
Veja todo o texto aqui - http://maynabuco.blogspot.com/2008/07/ho
Um dia parei e fiquei a pensar “Eu já me lembro de muitas coisas!” e se me lembro de muitas coisas também devo ter aprendido outras tantas.
Ora se aprendi e não estudei em escolas é porque já não sou muito novo. Dizia um amigo meu que o diabo sabe muitas coisas e não é por ser muito inteligente, é por ser velho. Não é que me considere velho, mas como já passei alguns anos pela vida também aprendi. Andava então a pensar nisto, quando soube que havia a possibilidade de me certificarem com o 12.º ano, se conseguisse demonstrar que também sei coisas. Olhem que posso não saber tudo, ninguém sabe tudo, nem os inteligentes, mas a verdade é que já sei muito.
Um dia, um “inteligente” conversava comigo com ares de importante, queria fazer-me crer que era muito sábio, que sabia coisas que eu não sabia e que nem imaginava. Perguntei-lhe algo muito simples:
- Sabes fazer uma ligação eléctrica de comutação de escada?
- Não sei - respondeu.
- Eu sei – disse-lhe então.
- Sabes fazer um arrancador estrela/triângulo para um motor eléctrico?
- Não sei…
- Eu sei!
- Sabes soldar com estanho?
- Não sei…
- Eu sei!
- Sabes soldar a arco eléctrico?
- Não sei…
- Eu sei!
- Sabes pôr um motor de um carro a ponto?
- Não sei…
- Eu sei! E olha que sei muitas mais coisas que tu não sabes e apesar de eu não saber coisas que tu sabes, não é por isso que não sou “inteligente”. Posso não ter estudado na universidade, mas aprendi na escola da vida. E lembra-te, enquanto tu andavas a estudar eu andava a trabalhar e a aprender, e era com os impostos que eu pagava, que as universidades eram mantidas a funcionar para tu poderes estudar. Portanto, todos somos importantes.
Então, sabendo que havia a possibilidade de me certificarem com o 12.º ano pelo que aprendi na escola da vida, fui inscrever-me no Centro de Novas Oportunidades para demonstrar que sei coisas.
No início, pensava que conseguia demonstrar os meus conhecimentos em pouco tempo, mas já lá vão mais de dois anos para conseguir terminar o processo, que finalmente chega ao fim.
Olhem que não foi por vontade minha nem das pessoas que me acompanharam que eu demorei tanto tempo. Também acredito que não foi pelos imensos conhecimentos que tinha, que até acho que já são bastantes. O que me fez demorar é que a minha vida profissional é um tanto instável. A minha actividade profissional obriga-me a sair muitas vezes do país e nessas alturas o processo atrasava-se. As profissionais que me acompanhavam muitas vezes nem sabiam de mim. Algumas vezes mandavam-me uma mensagem e perguntavam primeiro onde eu estava, se estava no país ou fora. Na verdade quando as pessoas me perguntam de onde sou, eu costumo dizer que sou do mundo. Mas entre as ocupações profissionais e viagens pelo mundo, principalmente África, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e em Portugal por várias regiões, também Açores, sempre consegui acabar este processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências.
Acabei o processo e quero agradecer às Formadoras que me ajudaram imenso neste meu trabalho, sem elas, acho que não conseguia terminar, nem concluir que adquiri muitos conhecimentos ao longo da vida.
Quero então agradecer publicamente às Doutoras; Vanesa Alvarez; Ana Catarina Vaz; Vera Martins; Cristina Ribeiro. Estas Profissionais guiaram-me e com elas também aprendi, agradeço também por me terem aturado este tempo todo. Muito obrigado!
Agora falta o Júri decidir se, pelos meus conhecimentos, mereço ser certificado e validado.
Espero que, depois do dia 15, eu possa dizer que a “ESCOLA DA VIDA” me ensinou e me reconheceu saberes.
Gosto de cores, sabores, cheiros e perfumes: Gosto! Coisas que dão cor e sabor à vida. São coisas que fazem activar os sentidos, “Cores”… Vemos cores e fazem-nos sentir! Os sentidos entram em acção, sentimos algo no íntimo, que ou nos dispõe bem, ou nem tanto… As cores podem alterar o nosso estado de espírito. “O Vermelho”: cor do sangue e do fogo, do Amor e erotismo, cor da alegria; faz-nos sentir mais vivos… “Azul”: cor do infinito, do longínquo, do sonho, da felicidade, da Água… Faz-nos sentir mais calmos… “O Rosa”; significa romantismo, beleza, saúde, sensualidade… “Preto” está associado ao luto, mas também à fantasia e ao mistério, e, actualmente, ao luxo, é a cor do mistério, do sonho e dos mitos, da fantasia e também da sedução e glamour. É bom sentir as cores.
Sabores e Gostos: Sentir o gosto de algo… O sabor… De uma maçã, de uma cereja, de uma comida que gostamos, de um bom vinho… Ou de algo que não gostamos… Da mesma forma os sentidos excitam-se para ficarmos agradados ou não… São os gostos e sabores… Gosto de sentir!
Cheiros e Perfumes: Quem não gosta de sentir? Eu, Adoro! Como os sabores e cores, os cheiros e perfumes também excitam os sentidos… Um perfume tanto pode deixar-nos a relaxar, como outro pode exercer uma acção contrária nos sentidos. Um perfume pode estar associado ao Inverno como pode ser mais condizente com o Verão.
É bom sentir as cores, cheiros e perfumes...
Havia um Homem que tinha uma quinta…
Queria que essa quinta produzisse mas sabia que sozinho não conseguia.
Então contratou trabalhadores para a sua quinta. Distribuiu tarefas aos vários trabalhadores. A uns mandou tratar dos campos, a outros mandou fazer levadas de águas para regar os campos, a outros tratar dos caminhos para poderem circular melhor para fazer os trabalhos e a outros mandou arar a terra e fazer as sementeiras. Para supervisionar tudo isto contratou um capataz para orientar os trabalhos e pedia a esse capataz as responsabilidades de todos os trabalhos executados e o capataz dava-lhe todas a informações de como os trabalhos corriam e quais as necessidades que a quinta exigia. A quinta produzia, o Homem pagava os salários aos trabalhadores, quando podia fazia uma visita pelos campos e conversava com o trabalhadores para saber quais as necessidades que tinham e se andavam satisfeitos. Constatava que apesar do trabalho duro de tratar dos campos, lavrar as terras, fazer sementeiras, as colheitas e guardar os cereais, os trabalhadores andavam satisfeitos porque tinham quem os orientasse e quem os apoiava e pelo seu trabalho recebiam o salário. Apesar do esforço, o trabalho era feito com gosto de produzir e ter a quinta em perfeitas condições e bem tratada. Os campos eram férteis e produziam em conformidade, os caminhos estavam sempre bem tratados, as levadas de água desimpedidas e assim havia produção bastante. Como a produção era abundante o Homem sentiu necessidade de construir um celeiro maior... No ano seguinte a produção foi ainda mais e quase não coube no celeiro. Todos estavam felizes com o resultado do trabalho. Então o Homem viu que ao lado havia terrenos que não eram cultivados e decidiu anexar à quinta esses terrenos para assim poder dar trabalho a mais operários para que com o salário pudessem ganhar o seu sustento. Mais terrenos bem tratados, mais sementeiras, mais produção, mais cereais. Então teve que ser construído um celeiro ainda maior que ficou a abarrotar. Mas para orientar tantos trabalhadores esse Homem teve que contratar mais capatazes, pois com tudo que tinha já não conseguia orientar tudo sozinho. Como o celeiro já era enorme precisava de operários permanentes a trabalhar lá, para arrumar, separar o cereal melhor do menos bom e então também precisava de capatazes no celeiro a orientar os trabalhos. O Homem sabia que esses trabalhadores não eram produtores de mais-valia, mas precisava deles para ter tudo bem organizado. Arrumar o cereal, embalar para vender, seleccionar o cereal e muitas vezes para fazer os negócios que sendo muitos já não conseguia fazer todos sozinho. O celeiro teve mais uma vez que ser aumentado porque os trabalhadores dos campos faziam o trabalho com gosto e a cada ano queriam que a produção fosse maior. Mais operários tiveram que ser contratados para o celeiro e mais capatazes também… Os trabalhadores dos campos continuavam em mesmo numero, mas o celeiro sendo tão grande já tinha mais operários que nos campos. Os trabalhadores dos campos começaram a perceber que trabalhavam para os outros que não produziam, mas entendiam que eram operários que faziam falta para que tudo corresse bem e que deviam trabalhar para todos terem o salário. Nesse celeiro houve necessidade de contratar especialistas em contas para que a contabilidade estivesse correcta, pois o volume de negócio era elevado. Então esses contabilistas começaram a fazer contas, a querer saber onde se gastava mais dinheiro e onde se podia economizar para que o negócio fosse rentável. Já não era o Homem que dirigia a quinta, eram os especialistas em contas. Eles criaram normas e procedimentos para gerir o negócio. Distribuíam papéis para serem preenchidos com os procedimentos que achava necessários, tanto nos campos como nos restantes trabalhos. Os trabalhadores dos campos ficavam confusos com tantos papéis que nem sabiam para que serviam, o que eles percebiam era de sementeiras e sabiam que para criar aquela riqueza não precisaram de tanta papelada. Mas se não preenchessem algum daqueles papéis os gestores castigavam-nos e até lhes reduziam o salário. Os trabalhadores não entendiam o porquê, mas sabiam que tempo a tratar de papéis, menos tempo a fazer sementeiras. Como a produção era mais que muita e nos campos tudo corria na perfeição os gestores começaram a achar que não faziam falta tantos trabalhadores nas sementeiras e colheitas e então dispensaram alguns. Como o celeiro estava a abarrotar de cereal, mais um pouco ou menos não haveria mal, até por vezes a arrumação dentro do celeiro nem era a melhor e até alguns operários levavam consigo um pouco desse cereal pois no meio de tantas toneladas não fazia diferença levar um bocado. E muitas vezes já nem se preocupavam em fazer mais negócios porque havia bastante para tudo e achavam que nunca mais acabava. Havia cereal para tudo… Habituaram-se a levar, ou a não cuidar do cereal dentro do celeiro e por vezes as contas não eram as melhores e os especialistas que tinham que prestar contas ao Homem e as contas das vendas não condiziam com a produção e com os gastos, então tentaram acertas as contas com menos despesas…Então acharam que, como nos campos tudo corria bem, talvez continuasse a correr com menos trabalhadores e assim dispensaram mais alguns. Os trabalhadores dos campos nem imaginavam que por vezes algum cereal era levado sem que o Homem soubesse e que não revertia a favor de todos, só de alguns… Mas continuavam o trabalho de produção para poderem ter o salário. Dentro do celeiro a organização já não era a melhor, os gestores não se preocupavam muito com os campos porque não sabiam nada de sementeira nem do que se devia fazer para os campos produzirem, mas queria ser eles a gerir tudo e mais trabalhadores dos campos dispensaram para minimizar as despesas. Sem trabalhadores suficientes já não se conseguia fazer a manutenção das levadas de água, já não tinham os caminhos perfeitos para transitar e ficava mais difícil levar a produção ao celeiro. Já não havia água suficiente para regar e por conseguinte a produção baixou. Os especialistas em contas acharam que se a produção baixou os trabalhadores não eram competentes apesar de já terem dado provas de bons e então despediram mais alguns e também capatazes. Por conseguinte menos produção, menos manutenção dos campos e a produção descia a cada ano. Os trabalhadores começaram a perceber que só eles eram dispensados e que no celeiro continuavam todos os operários apesar de já nem todos fazerem falta e alguns até nem fazerem nada, mas eram amigos dos gestores e então ficavam, mas nem do celeiro tratavam e quando era preciso fazer algum trabalho de restauro no celeiro ainda chamavam os trabalhadores dos campos para esses serviços e nessas alturas o trabalho dos campos ficava atrasado e as culturas ressentiam-se e eram cada vez menos. Os especialistas em contas é que geriam o negócio, mas nada percebiam de sementeiras e nem queriam aconselhar-se com quem sabia por acharem que sabiam de tudo. A produção baixava, os campos mal tratados por incompetência dos gestores, o celeiro precisava de obras que não eram feitas porque os lucros já não permitiam e para equilibrar as contas acharam que deviam reduzir nos custos dos salários e então mais trabalhadores dos campos foram despedidos. Os que ficaram estavam desmotivados porque já não conseguiam fazer todos os trabalhos, viam os campos que tanto gostavam arruinados e eram eles a quem culpavam dessa desgraça quando percebiam que a gestão é que não era a melhor. O celeiro já quase não tinha cereal e eram um desconsolo ver um celeiro tão grande e vazio, com as portas desengonçadas, janelas partidas, instalação eléctrica que mal funcionava. Os trabalhadores dos campos não percebiam como o Homem ainda dava crédito aos gestores e que apesar de o negócio estar mal e não haver cereal e fundos, os gestores continuavam a andar com bons carros quando diziam que não havia dinheiro para sementeiras, manutenção dos campos e levadas para a água de rega, nem para reparar as portas, janelas e instalação eléctrica do celeiro. Aquela quinta que o Homem criou com tanto carinho estava um caos devido à incompetência dos gestores nos negócios, que não queria aconselhar-se com quem sabia de sementeiras e tinha experiência com provas dadas. Um dia um temporal abalou a região, chuvas e trovoadas torrenciais abateram-se sobre o celeiro, o telhado não aguentou e a chuva invadiu o que restava do cereal armazenado, portas e janelas deixavam entrar o vento e chuva, a instalação eléctrica que não tinha manutenção criou um curto-circuito e incendiou o celeiro. Os operários do celeiro entraram em pânico e sem saber como lidar com as adversidades fugiram a grande velocidade nos bons carros que tinham… E quem teve que vir apagar incêndio no celeiro ainda foram os trabalhadores dos campos que com a sua experiência em trabalho e sacrifício lutaram para que o que restava do celeiro não acabasse completamente… Numa quinta todos fazem falta… Desde o trabalhador mais simples até ao operário mais qualificado… Todos são importantes por igual… E cada um é especialista na função que lhe compete. E todos têm uma palavra a dizer na gestão da quinta. Qualquer semelhança com realidade é pura coincidência…
Mas onde é que eu já vi isto???
Recebi este texto por e-mail e não pude deixar de partilhar... Está excelente este retrato...
COMO CHAMAR A POLÍCIA EM PORTUGAL...
Tenho um sono muito leve, e numa noite destas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei-me em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do quarto.
Como a minha casa é muito segura, com alarme, grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, vagueando tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei sobre a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém logo que fosse possível. Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
-Eu telefonei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisam mais de ter pressa, porque eu já matei o ladrão com um tiro de pistola calibre 9 mm, que tenho guardada cá em casa, já há anos para estas situações. O tiro fez um estrago danado no pobre diabo !
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um carro do INEM, um helicóptero, uma unidade de resgate, duas equipas da TVI, uma da SIC e um representante duma entidade de direitos humanos.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficou boquiaberto a olhar tudo o que se estava a passar, com cara de parvo. Talvez ele estivesse a pensar que aquela era a casa do Comandante Geral da PSP.
No meio do tumulto, o comissário encarregue desta operação, aproximou-se de mim e disse-me: -Pensei que tivesse dito que tinha morto o ladrão !!!
Eu respondi:- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.
Hoje, Huambo… Manhã… 8 de Março 2010.
Mais uma viagem se avizinha, hoje teremos que descer do planalto de Angola para a cidade de Benguela.
Os trabalhos por esta vez terminaram aqui no Huambo e vamos seguir viagem.
Carro carregado e é hora de seguir pela estrada, não podemos perder tempo que a viagem é longa, sempre são algumas centenas de quilómetros de estrada que se estende por algumas das mais belas paisagens de Angola que eu vi.
Eu sento-me no lugar do pendura e o Luís vai ao volante da carrinha Mazda preta que nos leva pelas estradas desde Huambo até Benguela.
Huambo, planalto central de Angola cerca de 1800 metros de altitude…
http://pt.wikipedia.org/wiki/Planalto_Ce
Por estradas que atravessam belas paisagens vamos até Benguela. Vendo as paisagens vamos atravessar muitas zonas de floresta e selva praticamente virgens, e outras zonas que, em outros tempos havia enormes fazendas. Actualmente votadas quase ao abandono e aos caprichos da Natureza que vai tomando conta dessas terras.
Assim vamos descendo até Benguela junto ao mar.
Subimos a ladeira da “Pedra da Cuca”, passamos junto desse marco com o símbolo de célebre cerveja de Angola e seguimos pela estrada que nos leva até Alto Hama…Aqui viramos à esquerda e a estrada apresenta-se com bom piso devido à recente reconstrução. A viatura rola a bom ritmo, o Luís é bom condutor e eu aproveito para fazer umas das coisas que mais gosto, tirar fotografias. Máquina a postos e lá vou eu disparando fotografias para mais tarde recordar… A paisagem passa e eu vou tentando captar em imagens todos os pormenores possíveis que vão ficando guardados na máquina fotográfica. 1, 2, 3, 4, 5……………….2498, 2499, 2500… sim nessa viagem captei mais de 2500 fotografias, sim, eu sei que talvez 90% dessas fotografias não são grande coisa, mas são uma recordação que tenho. Eu, passei por ali…
Os quilómetros passam, o cansaço dos dias de trabalho anteriores vão tomando conta do condutor e ali à frente o Luís pára o carro e pede-me para eu conduzir que o sono já lhe aperta e não é seguro conduzir assim.
Sento-me ao volante e arranco enquanto o meu Companheiro tenta descansar um pouco. O transito é pouco, a estrada com piso bom, a música que seleccionamos para a viagem é agradável e enquanto conduzo vou observando a paisagem e pensando com os meus botões que esta Terra merece ter sorte…
A estrada agora desenha-se numa zona montanhosa e vai acompanhando os declives, ondulações e contornos das montanhas…
Passo uma curva da estrada e surge num declive, do alto vê-se a paisagem até perder de vista, os contornos das montanhas desenham-se ondulantes. Por ali a paisagem é mais agreste com pouca vegetação, o sol queima lá fora e o calor é abrasador.
Enquanto conduzo olho a paisagem em volta e lá ao fundo do lado direito uma aldeia espalha-se pela encosta da montanha que é fustigada pelo sol. Pela encosta, tal como um carreiro de formigas vejo as pessoas que vão descendo em fila indiana. A fila de pessoas prolonga-se em grande extensão pelos contornos da encosta queimada pelo sol implacável, que parece uma enorme serpente que vai descendo lentamente. Acho curioso aquele caminhar de tantas pessoas pela encosta que, abrando o andamento da viatura e observando que aquelas pessoas em fila indiana se dirigem para a estrada onde sigo. Ao chegar perto reparo que aos ombros de dois rapazes semi-nus vai uma pequena urna pintada de branco. Adivinho que todo aquele ritual se trata de um funeral. Mas um funeral que deve ser de uma criança pelo tamanho da pequena urna.
Paro a carro e deixo passar aquele cortejo fúnebre.
As pessoas passam e atravessam a estrada com semblante carregado de tristeza e no seu olhar parece que agradecem o meu respeito pelo funeral.
Fico a pensar que em qualquer parte do mundo o respeito e saudade por um ente querido ter partido a viagem sem regresso é igual. A morte envolve as pessoas de tristeza em seja em que lugar for. Ali tratava-se de uma criança. E ali numa terra perdida nas profundezas de Angola, como em todo o lado lamentava-se a perda de uma criança.
O cortejo fúnebre atravessa para o outro lado da estrada e vejo que ali nesse terreno era o cemitério. A urna que de branco já tinha pouco, percebia-se que já tinha sido usada demasiadas vezes e penso que essa urna devia ser utilizada no cortejo, depois o corpo morto seria enterrado e a urna voltaria para esperar por outro corpo. A miséria e a pobreza dessa gente só permitia que existisse uma urna para todos os falecidos. Olho à volta e percebo parte dessa miséria, ali o solo parece estéril quase deserto e em dezenas de quilómetros em redor as terras não devem ser produtivas. Acho que daí advêm a miséria dessa gente daquelas paragens nessa parte de Angola, tão diferente de outros sítios em que a vegetação é luxuriante.
Na pausa que fizemos no caminho, os pensamentos voaram, mas era preciso continuar a viagem que ainda tínhamos muitos quilómetros pela frente.
O carro arrancou, as rodas rolaram e seguimos viagem.
Ali à frente chegamos a uma povoação, não me perguntem o nome porque já não lembro, cruzamos essa povoação e à saída a estrada era em terra, uma picada como se diz por estes sítios, buracos e mais buracos mas havia que seguir em frente, tínhamos pela frente mais de vinte quilómetros dessa estrada.
Como a velocidade era lenta dava para ir observando melhor o que nos rodeava. Por ali devia ter sido em tempos uma fazenda próspera, notava-se pelo que ainda existia, por ali a vegetação é densa, um enorme contraste com o que tinha visto nas terras onde presenciei o funeral. Mas por ali a pobreza também era demasiada. Aquelas paragens eram muito distantes dos centros urbanos e talvez devido a isso, essas pessoas estivessem votadas ao seu destino e sorte. Aqui e ali apareciam algumas pessoas a vender os produtos que a terra oferecia, frutos e um ou outro artesanato. Tentavam sobreviver e angariar algum dinheiro para as necessidades. As crianças ao ver o carro aproximar-se corriam a acompanhar na leve esperança que comprássemos alguma coisa.
Pois um carro a passar representa gente com dinheiro e havia que fazer todos os esforços para ganhar algum.
Mais à frente surge um terreno mais plano e um rio atravessa, a estrada vai passar sobre uma ponte, à distância parece que o estado é muito precário em termos de segurança. Aproximamo-nos e percebo que aquela ponte havia sido construída em tempos pelos Portugueses. Reparo e confirmo que sim ao ver ainda marcas portuguesas na construção, atravesso sem medo, pois essa ponte tinha sido construída por Portugueses. Atravessamos e o terreno apresenta-se plano, um pantanal que circunda uma fazenda que em outros tempos devia ter sido muito produtiva pelas infra-estruturas que ainda se conseguem manter em pé.
Penso; por aqui andou um povo que produzia, que fazia desta Terra uma terra com futuro, uma terra com riqueza, que aproveitava o que esta terra sabe dar de melhor.
E esse Povo era português.
Até a estrada por onde circulávamos agora em terra e cheia de buracos, foi em tempos estrada alcatroada, uma via de acesso entre Huambo e Benguela para que todos os produtos da terra pudessem chegar a todos os cantos do mundo através do porto de mar do Lobito e quem construiu essa estrada em tempos, foram os portugueses. Em todos os cantos de Angola por onde andei sente-se a presença dos portugueses, até os marcos na estrada são iguais aos que cá existiam… Ouvi algumas pessoas Angolana dizer que o maior erro de Angola foi expulsar e deixar os portugueses saírem.
Dizia-me um senhor angolano: - Tudo o que os portugueses cá fizeram foi bem feito e ainda hoje se mantém em pé.
Durante essa viagem senti orgulho em ser português! Até porque, o que os portugueses actualmente constroem em Angola continua a ser bem feito!
A ‘picada’ acabou e novamente estrada alcatroada. Acelero o motor e a Mazda preta ganha velocidade, a paisagem passa mais rápido e o Luís que entretanto já tinha desperto vai tirando fotografias. A velocidade aumenta mais um pouco porque queremos chegar a Benguela ainda com sol e reparo que o velocímetro marca 150km hora, abrando um pouco, pois recordo que a velocidade é inimiga da segurança, ainda tenho presente um acidente que tive e só não morri por sorte, mas uma viatura idêntica a esta foi para a sucata.
- Moisés, deixa-me conduzir a mim agora, tira tu as fotografias, pois tu ajeitas-te melhor com a máquina.
Concordei com Luís. Parei o carro e trocamos de lugar.
Novamente a estrada alcatroada vai sendo calcorreada pelos pneus das rodas e a velocidade é razoável, o sol da tarde em contraste e contra luz desenha belas imagens nas nuvens e nas árvores da planície… Vou tirando fotografias a todos estes motivos e paisagens…
Mais uns quilómetros e chegamos à zona onde o ananás é cultivado e nasce livre na terra. Ao longe já se avistam as pessoas que na berma da estrada vendem estes frutos, são às dezenas as pessoas que querem vender.
- Paramos para comprar ananases? Perguntou o Luís.
- Sim, claro que paramos, vamos comprar alguns.
Mal o carro parou somos assaltados por uma multidão que nos rodeia na ânsia que compremos. Eu comprei um “lote” o Luís comprou outro, duzentos kuanzas cada um, equivalente a dois euros, enchemos o carro com uns vinte frutos desses… Pagamos mais uns kuanzas por dois sacos plásticos e lá seguimos sem conseguir satisfazer o desejo de toda aquela gente que era conseguir vender tudo. Não compramos mais, não tanto pelo dinheiro, mas porque talvez precisássemos de um camião para levar todos os ananases.
Depois de termos concluído este negócio da fruta voltamos à estrada e seguimos viagem…
Em frente surgiu uma paisagem fantástica, em contra luz do sol duas montanhas ao fundo pareciam dois seios de mulher.
Imagem bela. Não fossem os seios de mulher, uma das mais belas imagens que podem ser vistas. Acho que a mulher é das mais belas obras do Criador. E toda a mulher tem sempre algo de belo.
Várias fotografias foram captadas pela minha máquina desta bela paisagem.
Mais uns quilómetros e apareceu o Lobito. Cidade portuária, que penso, cresceu à volta do porto de mar. Do alto da colina vê-se o Lobito e apesar de toda a anarquia que o envolve é uma magnífica imagem de ser ver. Do outro lado estende-se a língua de terra que é conhecida pela Ponta da Restinga, onde a praia é excelente e as moradias são de luxo. Bem, actualmente estão um tanto degradadas, mas vê-se que em outras eras eram de luxo. Percebe-se que aquele cantinho do Lobito era frequentado pela alta sociedade de Benguela e Lobito, até pelo hotel que ainda hoje funciona e é referência. O hotel Terminus. Era ali que terminava a linha de comboio entre Benguela e Lobito e onde as famílias abastadas chegavam para talvez passar o fim-de-semana na praia da Restinga.
Descemos a colina que antecede a entrada no Lobito, atravessamos a cidade e seguimos para Benguela. Mais 30 quilómetros e Benguela é já ali.
Chegamos ao nosso destino. O estaleiro da Empresa onde precisávamos descarregar a carga e acabamos por distribuir os ananases pelos colegas, porque vai calor e esta fruta sabe sempre bem.
Assim terminou sem percalços mais esta aventura, pois cada viagem por terras de Angola é sempre uma aventura, pois nunca sabemos o que nos espera do outro lado de cada curva da estrada.
Quando entramos definitivamente em Benguela cidade já era noite, as ruas iluminadas e seguimos para a residencial que no acolheu nesses dias de trabalho em Benguela.
Tomamos um banho retemperador e depois fomos jantar ao Tudo na Brasa, restaurante de portugueses onde até encontramos um delicioso leitão…
Depois do jantar um cafezinho… Ir dormir, que no dia seguinte era preciso continuar o trabalho.
(Voltarei para deixar algumas fotografias desta viagem...)
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